Quem tem um pet sabe que viajar acaba exigindo responsabilidade a mais. Quando o animal não vai junto, surge a preocupação de organizar com quem e onde ele ficará. Para solucionar a questão, há pessoas que fazem o serviço de pet sitter, um profissional que cuida de animais de estimação, como “babá de pet”.
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Mesmo assim, pode ser difícil deixar o melhor amigo sob supervisão de uma pessoa ou em um local desconhecido. No final das contas, o que poderia ser, por exemplo, uma viagem de descanso pode se tornar um motivo de preocupação frequente. Pensando nisso, você sabe o que avaliar antes de contratar um pet sitter?
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Principais critérios
De acordo com a pet sitter Ana Beatriz Nascimento, os tutores não devem enxergar o hotel apenas como um lugar para dormir, pois existem outras observações a serem feitas. “Que seja um lugar onde o seu pet vai ser alimentado, um lugar que, além de tudo isso, dê importância para a rotina e para o temperamento dele.”
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Ela menciona, por exemplo, o caso de um cachorro que está acostumado a dormir com donos. Ao chegar no local onde vai ficar, pode acontecer de dormir em uma gaiola, em um quintal e sozinho. “Isso tudo é uma mudança muito drástica para ele e pode causar estresse problemas futuros caso o pet vá muito nesse hotelzinho.”
Outra orientação é que o profissional também deve proporcionar segurança para o dono. “Quando um tutor vai entregar o seu cachorro durante um período de viagem ou que vai ficar longe, ele espera que o cão seja acolhido da mesma forma que é em casa.”
“O diferencial acontece quando você faz o diferente. Você é diferente de empresas que tratam animais como números ao entregar amor a cada um deles, e não ao tratar como se fossem todos iguais. Cada um tem uma rotina, um temperamento e uma forma única de ser”, explica.
Sinais para confiar ou desconfiar
Ana Beatriz comenta que um um ponto positivo são lugares que atendem as demandas e necessidades específicas de cada pet. Inclusive, antes mesmo da estadia no local. “Hotéis que fazem uma rotina diferente ou até trabalham com enriquecimento ambiental. Todas essas coisas são muito importantes.”

Por outro lado, ela menciona questões negativas que podem indicar sinais para desconfiar. Para a pet sitter, um fator negativo muito relevante é não ter um tratamento especializado para cada animal, ou seja, locais que tratam todos os hóspedes da mesma forma.
“Quando eu digo da mesma forma, não é recebendo o mesmo amor, porque o amor tem que ser grande para todos. Quando eu digo isso é que todos os animaizinhos são tratados como um número comum só”, esclarece.
A profissional comenta que o problema é agir como se os “aumigos” ou bichanos tivessem a mesma necessidade. Por exemplo, um cachorro medroso com algum trauma receber o mesmo nível de atenção, cuidados e espaço que um cachorro de temperamento mais alegre e sociável. “É uma grande questão para o tutor e para o cachorrinho, causa muito estresse e problemas comportamentais.”
Adaptação é fundamental
A jovem reforça que adaptação é uma parte muito importante do processo. “Deixar um ou dois dias para adaptação no hotelzinho seria bom para o pet se acostumar e para o tutor conhecer o ambiente e o profissional que cuidará.” Ela explica que isso é essencial para avaliar a estrutura, paciência do cuidador e construir confiança.

Para o pet, essa preparação é uma forma de não sentir uma diferença tão grande sem o tutor e também de se sentir acolhido. Sem dúvidas, esse também é um passo fundamental para o trabalho do pet sitter. Segundo Ana Beatriz, isso possibilita que o profissional reconheça o animal que está lidando e, antes mesmo da chegada, saiba como vai cuidar dele.
“Durante a adaptação, é preciso observar se o profissional dá a devida atenção para você, porque quem vai estar ali é o seu pet. Não dá certo se você não tem informações e não sabe como ele está, ou se o pet sitter não te avisa quando acontece alguma coisa, como passar mal devido a algo que comeu”, conclui.




