A partir desta terça-feira (21), a bolsa brasileira, a B3, terá disponível em sua carteira de produtos o Índice Futuro de Ouro B3 (IFGOLD B3), novo indicador que vai acompanhar o desempenho do contrato futuro da commodity e medir de forma precisa o retorno dos investimentos.
Os contratos futuros funcionam como acordo de compra e venda com um preço fixado no valor que os investidores acreditam que valerá no futuro, a partir do valor atual do ativo. Na bolsa brasileira, por exemplo, há quatro segmentos de contratos futuros: juros, moedas, índices e commodities (como milho, soja, etc.)
O IFGOLD B3 acompanha o desempenho de uma carteira teórica composta pelo primeiro vencimento do Contrato Futuro de Ouro (código: GLD) e o cálculo do retorno total desse contrato acontece diariamente, considerando a valorização dos preços.
Entre os critérios para a composição do indicador estão a escolha dos contratos com maior liquidez e a renovação automática dos contratos antes do vencimento. O intuito, segundo a bolsa, é garantir que o índice reflita com precisão o mercado de futuros de ouro. A metodologia completa e o valor do índice poderão ser consultados no site da B3.
A bolsa destaca que o índice foi criado para atender à “crescente demanda de investidores institucionais e pessoas físicas por exposição ao metal precioso”. O ouro vem, inclusive, em uma corrida acirrada de alta, superando pela primeira vez na história a cotação acima US$ 4,3 mil.
Atualmente, a B3 já oferece o Contrato Futuro de Ouro, que foi disponibilizado em julho deste ano e, inicialmente, não havia decolado. No início de setembro, a bolsa, para impulsionar o negócio, resolveu isentar as tarifas sobre o investimento. Com isso, o contrato registrou um recorde de volume diário negociado, com mais de 6,5 mil contratos no dia 8.

