O consumo fortuito de bebidas alcoólicas ou produtos com álcool por pets é mais geral do que se imagina e pode ter consequências graves. Com confraternizações e até curiosidade dos próprios animais, a exposição a essas substâncias é um transe real.
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De convenção com João Paulo Lacerda, professor de medicina veterinária, a questão está na quantidade. “A sisudez dos sintomas depende da quantidade ingerida e do tamanho do bicho. Pode ser trágico em casos graves.”
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Os sinais de intoxicação costumam comparecer rapidamente e variam conforme o porte e a sensibilidade de cada espécie. João Paulo explica que em casos mais severos, o bicho também pode chegar a ter arritmias, convulsões e dificuldade respiratória.
“Os sinais mais comuns são vômito, diarreia, aumento da sede e da frequência urinária, salivação excessiva, letargia, sonolência ou depressão, falta de coordenação motriz (caminhar cambaleante), desorientação e baixa temperatura corporal (hipotermia)”, alerta.
Pouco já é demais
Um equívoco geral é confiar que uma pequena ração de bebida alcoólica, uma vez que um gole de cerveja ou vinho, seria inofensiva para o bicho.
O técnico reforça que o risco existe de qualquer forma. “A intoxicação vai depender do tipo de substância ingerida e a quantidade, porém uma pequena quantidade já é prejudicial à saúde do pet.”

Além das bebidas tradicionais, há ainda outras fontes perigosas de álcool dentro de morada. “O etanol inclui bebidas alcoólicas, sobremesas aromatizadas com álcool, frutas fermentadas, tamanho de levedo não assada, alguns medicamentos líquidos e enxaguantes bucais.”
O risco não está relacionado somente ao etanol, mas também ao metanol. Essa substância está presente, por exemplo, nos fluidos de para-brisa, alguns aditivos de gasolina e alguns solventes de tinta.
João Paulo destaca que há ainda um álcool mais preocupante do que o etanol e o metanol, que é o isopropanol.
“Tem o duplo da potência do etanol ou do metanol, e está presente em desinfetante para as mãos, limpadores de vidro, perfumes ou colônias, detergentes, anticongelantes e alguns produtos de higiene pessoal ou sprays antipulgas”, afirma.
O que fazer nesses casos?
Se houver suspeita de ingestão acidental de álcool, líquido, em comida ou resultado, o tutor deve agir rapidamente. “Jamais deverão estimular o vômito, deverão buscar auxílio do médico-veterinário.”
O tratamento depende da sisudez do quadro e dos sintomas. Segundo, João Paulo, os principais tratamentos são para os sintomas apresentados.

No caso de desidratação, por exemplo, o bicho receberá hidratação endovenosa, protetores gástricos e hepáticos, além de antieméticos para evitar o vômito.
“Será necessário manter o monitoramento dos parâmetros vitais do bicho até que os sintomas e sinais desapareçam”, explica.
A prevenção continua sendo a melhor medida. Manter bebidas, cosméticos e produtos de limpeza fora do alcance dos animais é o mais importante. Afinal, a curiosidade dos pets pode transformar um simples incúria em uma emergência ou até mesmo uma fatalidade.
Inclusão dos pets: vinho sem álcool para cães e gatos
Nos últimos anos, algumas empresas vêm apostando em produtos que imitam bebidas alcoólicas, mas sem álcool, voltados ao público pet.
Pensando nisso, uma empresa na Nova Zelândia lançou um vinho sem álcool para cães e gatos. A empresa Muttley’s Estate, sediada em Auckland e fundada por John Roberts, incluiu ervas naturais e erva-de-gato no resultado para ajudar os pets em momentos de estresse.

Não é a primeira vez que a marca produz bebidas desse tipo. Anteriormente, já haviam desenvolvido uma traço de bebidas com nomes uma vez que Pawt, Champawgne, Purrno Noir e Sauvignon Bark. Nada contém álcool ou uvas, somente ingredientes próprios para consumo animal.
Por ter chegada a experiência de sua família na indústria farmacêutica veterinária, o fundador conseguiu desenvolver uma fórmula que estivesse completamente dentro dos parâmetros de segurança para os bichinhos.
“Cresci com cães e gatos que se assustavam com fogos de artifício. Não havia opções holísticas além de medicá-los, logo pensamos que poderíamos oferecer um tanto dissemelhante, um tanto que ajudasse e também fosse recreativo”, afirmou John à AFP.

O empresário acredita que a cultura de seu país foi um fator de extrema valor na validação do resultado por segmento dos tutores. Ele contou que o próximo projecto é expandir a marca para outros locais, uma vez que Ásia, Estados Unidos e Reino Unido.





