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O amor que a gente não sabe nomear

Nem todo amor cabe em definições, datas comemorativas ou fotos compartilhadas. Há afetos que vivem entre os rótulos, permanecem na memória e continuam existindo mesmo quando não encontram um nome para si.

enrico pierro por enrico pierro
9 de junho de 2026
in Enrico Pierro
O amor que a gente não sabe nomear

Tem amores que não cabem em nenhuma caixa. não são namoro, não são amizade, não são só aquela coisa passageira que a gente tenta convencer a si mesmo que foi. são aqueles amores que ficam numa zona indefinida, sem nome, sem protocolo, sem manual de instruções.

E o dia dos namorados chega todo ano e a gente fica sem saber muito bem o que fazer com eles.

Porque o mundo celebra o amor que tem testemunha, que tem data no calendário, que tem foto no instagram com legenda emotiva. mas e o amor que ficou pela metade? o que terminou antes de começar? o amigo que é mais que amigo mas nenhum dos dois tem coragem de falar? o afeto que você sente por alguém que já foi embora mas ainda ocupa espaço?

Esses amores existem. e são tão reais quanto qualquer outro.

Amar é muito mais amplo do que a gente aprendeu. cabe o amor que dói, o que ri, o que fica em silêncio, o que não tem nome e mesmo assim não vai embora. cabe o amor-próprio que ainda está em construção. cabe a saudade de quem ainda está vivo mas distante.

Neste doze de junho, eu quero celebrar todos esses amores que a gente carrega sem saber muito bem como chamar. porque eles também merecem uma data. mesmo que a gente ainda não tenha inventado uma para eles.

enrico pierro

enrico pierro

Carlo Enrico C Pierro ou Enrico Pierro. Nascido na década de, quando o celular foi inventado e o videogame ainda era o Atari, escreve desde pequeno. Já quis ser cientista, astrônomo, médico, advogado, astronauta e até hoje ainda não descobriu o que quer. Virou escritor de tanto desabafar escrevendo e é autor do livro As marés do meu ser, pela editora ipê das letras. O típico nerd que tirava boas notas, mas não se comportava em aula. Filho de pais sensacionais, se desenvolveu intelectualmente na mesa de jantar, onde se sentia mais à vontade por ser um taurino nato. Come mais do que fala e fala mais do que dorme, ama quebra-cabeças e jogos de celular. Tem preguiça de andar a pé e toma ansiolítico para não tremer igual um pinscher. É feliz escrevendo.

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