Embora seja geral pensar que qualquer serpente vista no quintal ou dentro de mansão seja venenosa, a maioria é inofensiva. Segundo o biólogo Fabiano Soares, na maioria das vezes, as cobras que aparecem nos ambientes não são peçonhentas. Sua presença reflete alterações no envolvente, porquê a presença de roedores ou mudanças na vegetação.
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Entre as mais frequentes estão a caninana, grande e manipresto, predadora de roedores; a cobra-cipó, fininha e rápida, muitas vezes vista em quintais ou subindo em árvores; e as falsas-corais, coloridas e facilmente confundidas com espécies venenosas.
Além disso, é verosímil encontrar a espécie dormideira, que ajuda a controlar caramujos e escaravelhos; e as cobras d’chuva, comuns em regiões próximas a banhados ou piscinas externas.
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Espécies peçonhentas aparecem com menos frequência, mas podem surgir em áreas rurais ou próximas a matas. Entre elas estão a jararaca, a cascavel e, em regiões florestais, a coral verdadeira, afirma Fabiano Soares.
Muitas vezes assustadoras, as cobras que aparecem em residências nem sempre são perigosas
O que fazer quando ver uma ofídio em mansão?
O biólogo explica que a maneira mais segura de mourejar com ofídio em mansão é manter intervalo e observar se ela vai embora sozinha. Caso não saia, o indicado é acionar órgãos ambientais ou o corpo de bombeiros, que realizam a conquista com segurança.
Vale ressaltar que não existem produtos repelentes confiáveis, e tentar conquistar ou matar o bicho aumenta o risco de acidentes.
Para reduzir a presença desses animais, Fabiano recomenda manter o jardim aparado, varar entulhos e pilhas de madeira, controlar roedores, armazenar vitualhas de pets em recipientes fechados e instalar telas em ralos e frestas de portas e janelas.
“Esses animais são importantes para o estabilidade do ecossistema. Sua presença em residências é um revérbero de mudanças no envolvente, não de invasão premeditado”, reforça Soares. Com atenção e prevenção, é verosímil conviver com a fauna sítio sem colocar ninguém em transe.

