Localizado entre o Brasil e a Argentina, o Uruguai é um dos países mais importantes no mundo vitivinícola da América Latina. Sua localização -na mesma latitude que a Argentina, o Chile, a África do Sul, a Austrália e a Nova Zelândia- e seu clima temperado favorecem o cultivo da videira em todo seu território.

Séculos de história, segredos e transformação, tornaram os vinhos uruguaios um dos mais apreciados em todo o mundo. Tradicionalmente produzidos e aperfeiçoados de geração em geração, ganham cada vez mais destaque entre os amantes do vinho, principalmente pela sua variedade mais famosa, o Tannat.

Tannat

O Uruguai é reconhecido no mundo pelo Tannat, variedade que se converteu na uva emblemática do país por seu sabor único e aveludado e seus inúmeros prêmios internacionais. Sua produção é mais significativa que a das regiões nativas da cepa, no sudeste da França e apresenta, além disso, particularidades locais que a tornam única.

Nem só de Tannat vive o Uruguai

A tannat é, sem dúvida, a uva que mais se destaca, símbolo da produção de vinhos desse país e, por isso mesmo, a mais plantada! Atualmente ocupa mais de 1/3 de toda a área destinada ao cultivo de uvas para a produção de vinhos. Sua importância pode ser comparada com a importância da malbec para a Argentina e da carménère para o Chile.

Não obstante o sucesso dos vinhos uruguaios feitos a partir da tannat, o seu cultivo não é simples. Os produtores precisam ter muito cuidado com a concentração de açúcar na uva e com o perfeito amadurecimento, pois esses dois fatores influenciam na adstringência do vinho que será produzido.

Esse cuidado especial foi o responsável pelo destaque dos vinhos uruguaios e da sua associação à uva tannat – o sucesso dos uruguaios com a uva tannat reside no fato de terem conseguido “domar” a adstringência dessa uva.

Além de ser usada para a produção de vinho varietal, os uruguaios também utilizam a tannat na produção de vinhos de corte. Neste caso, a uva tannat é normalmente misturada com a cabernet sauvignon e com a merlot, uvas que dão estrutura ao vinho, tornando mais macio ou, como diriam alguns especialistas, “mais aveludado”.