Outra Maneira

Da vida, do São João e dos bens imateriais

Foto: Brunna Cardoso

A minha vida, a sua, a de todos nós é composta de diversas necessidades materiais e intelectuais. Em Maracanaú, todo ano temos os mesmos debates entre grupos nas redes sociais. A Prefeitura deve gastar (investir) na realização das festas tradicionais, em particular, o São João de Maracanaú enquanto existir carências em áreas prioritárias, como a saúde ?

Aí entra a minha afirmação inicial. Na nossa vida, só vamos ao cinema quando todas as contas estiverem pagas e o mercantil realizado? Só vamos a praia, festas e outras atividades lúdicas se não faltar mais nada estrutural?

E isso não é também uma necessidade da nossa vida: rir, cantar, dançar e até mesmo, para os que gostam, ficar embriagado e comprar o mundo.

Vejo criticas que fazem sentido e outras que ignoram essas necessidades imateriais da população.

Na forma como é realizado o São João de Maracanaú, a Prefeitura investe poucos recursos próprios e consegue captar no Ministério do Turismo e nas empresas privadas a maior parte dos recursos necessários.

E que, diga-se de passagem, não poderiam ser utilizados para outra finalidade a não ser essa, os festejos juninos.

Olhando pelo lado positivo a festa gera empregos e renda para a população envolvida na realização e coloca os olhos do estado e da região na nossa cultura, já que são tradicionais os Festivais de quadrilhas juninas em diversas faixas etárias e categorias.

Inclusive agora com o envolvimento das escolas municipais com apresentação de grupos constituídos pelos alunos.

A nossa população espera um ano pelas festas, que já fazem parte do calendário cultural do Estado do Ceará, uma iniciativa da Deputada Estadual Fernanda Pessoa(PR).

Claro que a cultura disputa com os grandes shows a atenção da população, assim a tapioca, os artistas locais e a visita ao artesanato travam uma batalha com as grandes bandas, interesses da mídia em formar novos a$tros e $sen$acões e a necessidade de trazer multidões.

Assim vive o show bizz, mas que saudade do Gonzagão, ah ! dia 17 temos o Dorgival.